Entre as diretrizes centrais de seu plano, destaca-se a reconfiguração do atendimento no SUS, que visa organizar as filas com base na gravidade dos pacientes, em vez de seguir a ordem de chegada. Esse modelo pretende oferecer um atendimento mais eficiente e ágil, evitando que pessoas em condições mais críticas aguardem por longos períodos. Outra proposta é a integração dos sistemas de regulação entre os estados e municípios para uma gestão mais coesa. O candidato também destacou a importância de um prontuário digital acessível aos pacientes, o que facilitaria o acesso à informação em diferentes locais de atendimento.
Caiado não poupou críticas ao atual estado do SUS, citando, por exemplo, o recente surto de sarampo em São Paulo como uma evidência da necessidade urgente de fortalecer a prevenção e a resposta do sistema de saúde a surtos epidemiológicos. Ele enfatizou a necessidade de uma campanha robusta que busque restaurar a confiança da população nas vacinas, pontuando que o reconhecimento do impacto da Covid-19 deve guiar as ações de saúde pública.
Além disso, ele defendeu a criação de critérios nacionais que mediação a qualidade dos hospitais e sugeriu um painel de eficiência do SUS. Caiado fez menção ao que considera um uso inadequado e ideológico do teto MAC, criticando a disparidade de repasses federais a estados e municípios baseados no alinhamento político.
O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que colaborou na formulação do plano, foi indiretamente mencionado quando Caiado foi questionado sobre sua possível indicação para o Ministério da Saúde em seu governo. A resposta, porém, não trouxe confirmações.
Por fim, Caiado reafirmou sua posição contra a polarização política entre Lula e os apoiadores de Bolsonaro. Ao ser indagado sobre um eventual segundo turno entre os dois, ele reafirmou sua posição histórica de oposição ao PT e a Lula, destacando que sua trajetória política se mantém firme e coerente.
