Quando questionado sobre a derrota e as polêmicas que cercaram as substituições realizadas durante a partida, Cafu fez questão de defender Ancelotti. Ele argumentou que as decisões do treinador devem ser compreendidas no contexto do dia a dia do time e da condição física dos jogadores. “As pessoas que falam das substituições não sabem do dia a dia do Ancelotti e do jogador”, afirmou. Cafu lembrou que a crítica pode ser volúvel. Ele citou o exemplo de Casemiro, criticado no primeiro tempo da partida contra o Japão, que se redimiu ao marcar um gol crucial no segundo tempo.
As palavras de Cafu contrastaram com as de Ronaldo Fenômeno, outro ícone do passado da seleção, que criticou publicamente as decisões de Ancelotti e apontou uma série de erros no jogo contra os noruegueses. Cafu, no entanto, permaneceu firme em sua defesa do treinador. “Concordo com as substituições. Infelizmente, não deu certo, mas o problema é que o Brasil não jogou o que esperávamos”, destacou.
O ex-lateral também abordou a polêmica envolvendo Neymar, que durante a partida chamou o goleiro norueguês Ørjan Nyland de “otário”. Cafu minimizou o incidente, justificando que momentos de tensão são comuns no futebol: “Falar agora do Neymar, depois que acabou a Copa do Mundo? Desculpa, pessoa errada”. Ele relembrou a pressão que os jogadores enfrentam e reiterou que ninguém deseja perder.
Cafu também fez uma defesa do legado de Neymar na seleção, ressaltando a importância da sua contribuição ao longo dos anos, apesar de não ter conquistado uma Copa do Mundo. “Os números e os resultados do Neymar na seleção são fantásticos”, enfatizou, lembrando que um jogador não pode ser responsabilizado por uma derrota.
Por fim, Cafu analisou a postura da equipe norueguesa, que, sob a liderança do técnico Stale Solbakken, se apresentou bem organizada e determinada. Ele reconheceu que o Brasil não conseguiu se adaptar à estratégia adversária e que a falta de força do time canarinho foi um fator crucial na derrota. “Eles vieram com um propósito de jogo”, concluiu Cafu, evidenciando a complexidade das dinâmicas que se desenrolam em campo durante uma competição de alto nível como a Copa do Mundo.
