O anúncio foi feito após uma reunião do comitê executivo da CAF, realizada no Cairo, em um dia que também foi marcado pela renúncia do secretário-geral da entidade. Essa reestruturação surge em meio a uma crise de credibilidade que a confederação enfrenta, especialmente após a decisão polêmica de retirar o título da Copa Africana de Nações do Senegal. A decisão foi amplamente criticada e desencadeou protestos por parte dos senegaleses, que inicialmente venceram a partida contra Marrocos e viram sua conquista desfeita devido a um entendimento da CAF sobre abandono de campo.
Na final, realizada em Rabat, Senegal venceu por 1 a 0 durante a prorrogação, mas deixou o campo em protesto contra a marcação de um pênalti que consideravam injusto. Após retornarem ao campo, marcaram o gol da vitória, mas a CAF, interpreta essa saída como abandono, o que resultou na retirada do título. Este episódio agora é contestado na Corte Arbitral do Esporte, e qualquer reversão poderia agravar ainda mais a situação da entidade.
Motsepe enfatizou que a CAF está buscando assessoria jurídica de especialistas em direito esportivo, tanto africanos quanto internacionais, para garantir que suas práticas estejam alinhadas às melhores normas globais. As mudanças propostas devem ocorrer em um ambiente em que a percepção pública sobre a integridade da confederação é crítica. O dirigente também mencionou a colaboração com a FIFA, visando a capacitação de árbitros e operadores de vídeo para elevar a qualidade do futebol africano.
Apesar da promessa de melhorias e do comprometimento com a governança e transparência, falta clareza sobre como as novas regras evitarão que problemas semelhantes ocorram no futuro. A confederação enfrenta um desafio não apenas na implementação das mudanças, mas também na reconstrução da confiança do público e dos agentes envolvidos. A nova abordagem da CAF parece ser um passo necessário, mas ainda existem muitas incertezas sobre sua eficácia.






