Com uma trajetória que dispensa apresentações, Caetano fez questão de homenagear um personagem que fez parte de sua infância, mostrando que os super-heróis não apenas invadem as telonas, mas também marcam a vida de muitos. Ele revelou em uma postagem em seu perfil no Instagram que teve a ideia de trazer o Capitão Marvel — conhecido atualmente como Shazam devido a disputas jurídicas que envolvem as editoras DC Comics e Marvel — para o palco. O artista solicitou à equipe responsável pela produção do evento que reproduzisse o design original do herói, uma referência que resgata a nostalgia e a simplicidade das histórias em quadrinhos da sua juventude, criadas por C. C. Beck e Bill Parker.
A escolha do personagem não foi apenas uma decisão estética, mas também um tributo a uma época em que a cultura dos quadrinhos e a música se entrelaçavam de forma orgânica. O show de Caetano, que busca envolver o público em uma experiência vibrante e dançante, ganha uma nova camada de significado ao transportar os espectadores para o universo dos super-heróis, aludindo ao poder da fantasia e do legado que esses personagens têm sobre diferentes gerações.
Assim, Caetano Veloso se reafirma como um artista inovador, que não teme romper barreiras e explorar novas facetas em sua carreira. O festival, que já é uma referência no circuito pré-carnavalesco, ganhou um destaque especial com essa performance, deixando claro que, além da música, o entretenimento é também sobre memória e identificação. Os fãs certamente levarão para casa não apenas as canções, mas uma experiência que mistura nostalgia e celebração.
