Cade julga venda de ativos da Marfrig para a Minerva num negócio de R$ 7,5 bilhões com recomendação de aprovação.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deu início ao julgamento do processo que envolve a venda de ativos da Marfrig para a Minerva nesta quarta-feira, 25. A operação, anunciada em agosto de 2023, abrange 16 ativos avaliados em R$ 7,5 bilhões, incluindo plantas de bovinos no Brasil, na Argentina e no Uruguai, além de uma unidade de cordeiros no Chile e um Centro de Distribuição no Brasil.

A Superintendência-Geral do Cade recomendou a aprovação da operação, desde que seja assinado um acordo de controle de concentrações (ACC). Esse acordo tem como objetivo rever uma cláusula de não competição no mercado de carne bovina presente no contrato original entre as empresas. Após negociações, houve uma redução no escopo geográfico e de produtos abrangidos por essa cláusula.

O conselheiro-relator do caso, Carlos Jacques, destacou que para a Minerva, a aquisição dos ativos da Marfrig representa uma oportunidade estratégica de complementar suas operações e ganhar economias de escala e escopo. Já para a Marfrig, a operação está alinhada com a estratégia da empresa de focar na produção de carnes com marca e produtos de maior valor agregado.

A operação em questão envolve sobreposições horizontais nos mercados de abate e desossa de bovinos, comercialização de carne bovina in natura, carne ovina in natura, subprodutos do abate de bovinos e couro cru a nível nacional. Além disso, a integração vertical entre as atividades de abate e desossa de carne bovina e processamento de carne pela Minerva também está prevista.

Apesar das sobreposições e integrações verticais, a Superintendência-Geral do Cade concluiu que a operação não traria prejuízos ao ambiente concorrencial. O julgamento do processo seguirá, e novas informações serão divulgadas à medida que o caso avançar.

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