De acordo com a equipe veterinária que atendeu o animal, o projétil causou danos significativos, atingindo o estômago, o diafragma e uma costela do cachorro. Embora seu estado de saúde tenha sido estabilizado após o procedimento cirúrgico, a situação é considerada grave, levantando preocupações entre os defensores dos direitos dos animais e os moradores da área.
Testemunhas relataram que o responsável pelo disparo seria um policial que reside nas proximidades. Vizinhos afirmam que o homem já havia demonstrado aversão aos cães da região, e que teria sido responsável pela morte de outro animal comunitário em uma situação anterior. Além disso, há preocupações sobre novas ameaças dirigidas a outros cães que perambulam pelas ruas do bairro.
Diante da gravidade da situação, o vereador Luiz Ramos Filho, membro da Comissão de Defesa dos Animais da Câmara Municipal do Rio, manifestou seu apreço pela causa. Ele afirmou estar conversando com os moradores, que expressam temor em relação a possíveis novos ataques. Ramos Filho fez um compromisso público de levar o caso à polícia para que uma investigação seja iniciada. “Se há um exterminador de cães de rua em Guaratiba, ele precisa ser identificado, parado e punido”, destacou o vereador.
Por sua vez, a secretária municipal de Proteção e Defesa dos Animais, Jeniffer Coelho, ressaltou que este não é um caso isolado. Apenas este ano, já são quatro animais baleados atendidos pela rede municipal de saúde veterinária, e em 2022 foram registrados 12 casos. Alguns desses incidentes envolveram balas perdidas em comunidades, enquanto outros foram ataques intencionais. Como medida de combate, foi estabelecido um protocolo que assegura a contabilização e denúncia apropriada de todos os casos de maltrato animal. A secretária enfatizou que maltratar animais é um crime, cuja pena varia de dois a cinco anos de prisão, sublinhando a importância da defesa dos direitos dos animais na sociedade.






