De acordo com veterinários que atenderam o animal, o projétil provocou ferimentos severos, atingindo o estômago, o diafragma e uma costela. Embora a operação tenha estabilizado o quadro clínico do cachorro, sua condição ainda é considerada crítica, e permanece sob cuidadosa observação.
O clima de apreensão na região é palpável, especialmente após relatos de que o disparo pode ter sido efetuado por um policial que reside nas proximidades. Vizinhos do suspeito compartilharam que ele já teria sido responsável pela morte de outro animal e teria feito ameaças a outros cães que circulam livremente pelas ruas de Guaratiba. Essa informação gerou um sentimento de insegurança entre os moradores, que temem por outras possíveis agressões a animais da comunidade.
O vereador Luiz Ramos Filho, membro da Comissão de Defesa dos Animais da Câmara Municipal, manifestou sua preocupação com o caso. “Conversei com os moradores e todos estão temerosos de que este homem volte a atacar os cães comunitários. Vou denunciar o caso à polícia para que seja devidamente investigado. Se há um exterminador de cães de rua em Guaratiba, ele precisa ser identificado, parado e punido”, disse o vereador, destacando a urgência da situação.
A secretária municipal de Proteção e Defesa dos Animais, Jeniffer Coelho, revelou que este é o quarto incidente registrado em 2024 onde animais foram baleados. No ano anterior, doze casos semelhantes foram reportados, envolvendo tanto balas perdidas quanto ataques deliberados. “Criamos um protocolo que registra todos esses incidentes e denuncia às autoridades policiais. É fundamental lembrar que maltratar animais é crime, com pena que varia de dois a cinco anos de prisão”, ressaltou Coelho, fazendo um apelo à proteção dos animais. A situação evidencia a necessidade urgente de ações mais rigorosas e conscientização na defesa dos direitos dos animais nas comunidades cariocas.
