O conteúdo do caderno é alarmante, repleto de palavras de baixo calão e adjetivos pejorativos dirigidos não apenas a meninas, mas também a meninos da escola. Além disso, foram registradas expressões de natureza gordofóbica, o que acentua a gravidade da situação. A Escola Americana, que ocupa o segundo lugar na lista das instituições de ensino mais caras do Rio de Janeiro, com mensalidades em torno de R$ 10.950 para o Ensino Fundamental, se viu no centro de uma polêmica que destaca a necessidade de um diálogo mais profundo sobre o bullying e suas consequências.
Pais e mães de alunos de diversas escolas da região, incluindo Eleva, Santo Agostinho e Escola Britânica, se mostraram alarmados e começaram a discutir nas redes sociais a crescente incidência de casos semelhantes entre adolescentes. Em resposta ao ocorrido, a Escola Americana emitiu um comunicado, afirmando que o material ofensivo foi produzido por um grupo de estudantes fora do horário escolar e sem ligação com as atividades acadêmicas da instituição. A escola realçou que os comportamentos retratados no caderno não refletem seus valores, que se fundamentam no respeito e na formação cidadã.
Este não é um episódio isolado, pois, no final de 2024, a Escola Americana foi condenada em um caso de cyberbullying, onde um aluno de 11 anos teve seu nome usado em um perfil falso, resultando em ameaças e constrangimentos. Apesar das evidências que inocentavam a vítima, a escola e alguns de seus funcionários inicialmente se posicionaram contra ele e sua família, culminando em uma ação judicial que resultou em uma indenização de R$ 60 mil à família do menino.
Esses eventos ressaltam a urgência de uma reflexão sobre o ambiente escolar e a forma como as instituições lidam com o bullying, buscando não apenas medidas punitivas, mas também programas de prevenção e conscientização que promovam um clima escolar saudável e respeitoso.





