A manifestação foi realizada no Shopping Ibirapuera, onde os seguidores do grupo se reuniram no domingo com cartazes e gritos de protesto contra a nova regra. A medida foi apresentada pela Ticketmaster como uma estratégia para combater os cambistas e assegurar um atendimento mais eficiente nas bilheteiras. Contudo, muitos fãs veem a mudança como injusta e que acaba por favorecer os próprios revendedores de ingressos, que podem ter mais facilidade em obter bilhetes em comparação ao público em geral.
Os shows estão programados para os dias 28 e 30 de outubro deste ano, com uma pré-reserva agendada também para uma apresentação no dia 31, e a venda ao público geral começará apenas no dia 9 de abril. Quem não completar o cadastro online não poderá adquirir ingressos nas bilheteiras.
Diversas publicações nas redes sociais refletem a insatisfação dos fãs. Um usuário enfatizou que “essa prática é injusta, nada inclusiva”, enquanto outros convocaram a comunidade a se unir e levantar suas vozes. O sentimento é claro: muitos consideram que a nova lógica de vendas não só cria barreiras, mas demonstra uma falta de consideração pelas necessidades e realidades dos fãs.
A situação gera um debate em torno dos direitos dos consumidores, especialmente no que diz respeito à acessibilidade e inclusão na compra de ingressos para grandes eventos. Especialistas em direito do consumidor opinam que a empresa busca evitar desgastes e possíveis responsabilidades, mas destacam que isso não deve ocorrer à custa dos direitos dos fãs.
Diante de um movimento crescente, a expectativa é que as autoridades e a própria Ticketmaster reconsiderem a abordagem adotada, oferecendo soluções mais justas que beneficiem todos os verdadeiros admiradores do grupo. A pressão dos fãs poderá forçar uma mudança nas condições de compra, garantindo um acesso mais equitativo aos ingressos do BTS.
