Esteves ressaltou que, em sua avaliação, o futuro líder do Brasil não precisará adotar cortes drásticos em programas sociais ou realizar uma contenção severa de gastos para estabilizar a economia. Em vez disso, ele acredita que três ou quatro medidas simples de contenção de gastos públicos poderiam sinalizar uma disciplina fiscal mais eficaz e, consequentemente, facilitar a redução das taxas de juros para patamares entre 7% e 8%. Para contextualizar seu otimismo, ele fez uma comparação com o início dos governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, momentos em que o Brasil enfrentava crises severas, como hiperinflação e desemprego altas, descritas por ele como períodos de “terra arrasada”.
Embora tenha expressado confiança em uma resolução econômica, o banqueiro também alertou sobre desafios institucionais que perduram, como a crescente influência do crime organizado e milícias, que operam fora do controle estatal, um cenário que ele classificou como uma “guerra” que o Brasil deve enfrentar.
Sobre questões relacionadas ao Banco Master, Esteves defendeu a integridade do BTG Pactual, afirmando que não houve falhas em seus sistemas de controle. Questionado sobre possíveis erros, ele se mostrou categórico ao afirmar a inexistência de problemas e destacou que a instituição sempre se posicionou diante de crises emergentes, embora tenha recusado entrar em detalhes.
Por sua vez, Aloizio Mercadante enfatizou a necessidade de revisões significativas na gestão do Banco Central e na Comissão de Valores Mobiliários. Ele criticou a administração anterior, atribuindo falhas à omissão de autoridades passadas, que, segundo ele, permitiram a entrada de operações questionáveis. Mercadante também sugeriu melhorias salariais e de carreiras para aqueles que atuam em funções públicas, defendendo que uma valorização dos servidores é essencial para evitar futuras complicações no sistema financeiro, considerando que casos como o do Banco Master podem ser apenas o início de uma série de desafios maiores por vir.
