Bruno ‘Coveiro’ é procurado pela Polícia Civil por latrocínio e ocultação de cadáver de italiano em São Sebastião, DF, após crime brutal em igreja em construção.

Bruno Cruz de Araújo, o “Coveiro”, Foragido pela Polícia Civil do DF Após Latrocínio

Bruno Cruz de Araújo, de 26 anos, conhecido pela alcunha de “Coveiro”, está oficialmente foragido e é procurado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) em conexão a um crime macabro que chocou a comunidade local. O suspeito é investigado por seu envolvimento no latrocínio – roubo seguido de morte – e na ocultação de cadáver de Orazio Giuliani, um italiano de 80 anos, em um incidente que ocorreu no último sábado, 11 de abril.

As autoridades já emitiram um mandado de prisão temporária contra Bruno, que possui um histórico criminal que inclui passagens por homicídio. Segundo a PCDF, a divulgação da imagem do suspeito foi feita na última terça-feira, com o intuito de contar com a colaboração do público na busca por informações que conduzam à sua captura. Os investigadores estão especialmente empenhados em localizar o corpo da vítima, que, até o momento, não foi encontrado.

As investigações revelaram que Bruno e seu primo, Leonardo Conceição de Araújo, também identificado como participando do crime, se encontravam na obra onde Giuliani, já idoso, realizava a construção de uma igreja. Leonardo, que já havia sido funcionário da vítima, foi identificado por meio de imagens de câmeras de segurança e reconhecimento por testemunhas. No dia seguinte ao crime, Bruno foi visto com ferimentos visíveis, alegando ter se machucado com um arame. Quando a polícia chegou até ele, no entanto, o suspeito fugiu pela mata, acompanhado por um terceiro homem.

O caso gerou comoção em São Sebastião, onde moradores se manifestaram em repúdio à brutalidade do ato, especialmente considerando que o crime ocorreu em um local religioso. A Seção de Investigação de Crimes Violentos (SicVio) da 30ª Delegacia de Polícia está liderando as investigações, que buscam esclarecer o paradeiro do corpo da vítima, a identidade de possíveis cúmplices e os exatos eventos da trágica noite.

Os indícios apontam para um latrocínio, com o veículo da vítima, um Peugeot 206 prata, ainda não localizado, o que indica a possibilidade de tentativas de eliminação de evidências. Famílias e amigos de Giuliani estão ansiosos por respostas, enquanto a comunidade local permanece atenta e preocupada.

A última vez que Orazio foi visto, ele saiu de casa pela manhã e, ao não retornar, sua esposa, Maria Lourdes de Souza, iniciou buscas pessoais. Ao visitar a chácara onde seu marido estava trabalhando, ela se deparou com um cenário de horror, que, para os investigadores, sugere que o idoso poderia ter sido agredido e amarrado. A cena foi caracterizada ainda por uma manobra evasiva, com o carro da vítima sendo visto em alta velocidade na região, algo que contrasta com o comportamento normalmente cauteloso de Orazio ao volante.

A situação permanece como um dos casos mais intrigantes e perturbadores do Distrito Federal, enquanto a PCDF continua sua busca incansável por justiça e pela verdade em relação a este crime terrível.

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