Em sua fala, Lavrov enfatizou que o interesse por uma adesão ao BRICS permanece intenso, apesar da pressão exercida por diversos países ocidentais. Ele informou que várias nações já formalizaram pedidos para ingressar no bloco, embora não haja planos de apressar a expansão nesse momento. Isso sugere uma postura cautelosa do BRICS, que busca preservar sua identidade sem abrir mão de novos aliados.
Um dos pontos centrais abordados por Lavrov foi a situação na Ucrânia. O chanceler reiterou a posição da Rússia de privilegiar uma solução diplomática, mesmo que, caso essa não se concretize, os objetivos russos seriam alcançados por meio de ações militares. Essa afirmação reflete a complexidade do conflito e as tensões geopolíticas que ainda permeiam a região.
Além disso, Lavrov falou sobre os desafios no Oriente Médio e no Norte da África, caracterizando a situação como cada vez mais complicada devido às intervenções ocidentais. Ele argumentou que o foco dos Estados Unidos em áreas como o Irã está intimamente ligado a interesses petrolíferos e à segurança das rotas marítimas, especificamente o estreito de Ormuz.
O chanceler russo também sugeriu que a Índia poderia assumir a iniciativa de convidar o Irã e os Emirados Árabes Unidos para diálogos, a fim de abordar suas divergências. Essa proposta demonstra uma tentativa de promover a diplomacia na região, que se encontra em constante estado de tensão.
Paralelamente, Lavrov criticou a Ucrânia, mencionando que este é o único país onde um idioma oficial da ONU, o russo, está banido. Ele finalizou sua intervenção destacando que o principal objetivo em relação ao Irã é pôr fim à guerra e buscar uma solução estável.
Lavrov e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, estão em Nova Deli participando das atividades do BRICS, além de manterem encontros com representantes de outras nações, ressaltando a importância do bloco nas dinâmicas internacionais atuais.
