Durante o encontro, foi revelada a Plataforma de Energia Nuclear do BRICS, que visa integrar a computação quântica ao setor de energia atômica. O objetivo é aumentar a eficiência e segurança energética através da utilização de supercomputadores quânticos, que são capazes de processar dados em uma dimensão quase inimaginável, calculando bilhões de possibilidades simultaneamente. Essa abordagem promete redefinir a geopolítica, oferecendo soluções mais ágeis e eficazes em vários setores, incluindo ciência e economia.
Elzie Pule, coordenadora-geral da Plataforma de Energia Nuclear, destacou a importância das tecnologias quânticas como vetores essenciais para a transformação econômica e social. A proposta, segundo Pule, tem como princípio a descentralização, visando democratizar a troca de conhecimentos entre os países membros do BRICS. Ela afirmou que “o potencial significativo da computação quântica pode melhorar a eficiência e confiabilidade da energia nuclear”.
O Brasil teve uma participação ativa na discussão, representado por Fábio Borges, diretor do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), que compartilhou insights sobre as pesquisas brasileiras que buscam integrar conceitos quânticos e clássicos. Borges mencionou a relevância desse debate para o desenvolvimento de soluções contra os efeitos das mudanças climáticas.
Por sua vez, o ministro da Ciência e do Ensino Superior da Rússia, Valery Falkonov, enfatizou que a cooperação internacional é fundamental para garantir o desenvolvimento conjunto. “Qualquer cooperação é uma questão extremamente complexa. Viver sozinho é sempre mais fácil. A cooperação exige esforços e gestos de aproximação”, pontuou.
Assim, este fórum não apenas consolidou o papel do BRICS como um polo independente de inovação tecnológica, mas também reafirmou a importância do bloco como alternativa à dependência tecnológica ocidental, especialmente para os países do Sul Global. A expectativa é que essa iniciativa ajude a moldar um novo cenário na esfera das tecnologias quânticas e da energia nuclear, integrando expertise diversificada em benefício mútuo.
