Executivos do NBD, como o diretor-geral de tesouraria, Zhongxia Jin, enfatizam que as emissões em yuan não devem ser vistas apenas sob a ótica do custo, mas como a consolidação de um pilar emergente no sistema financeiro global, especialmente para nações do Sul Global. Além disso, a utilização de títulos denominados em yuan proporciona uma proteção natural contra flutuações cambiais, o que é especialmente benéfico para projetos de longo prazo, incluindo iniciativas voltadas para a transição ecológica.
Essa nova estratégia se enquadra nos esforços da China para expandir a influência internacional do yuan e sua participação nas estruturas financeiras globais. Recentemente, o NBD aumentou o volume de suas emissões, atingindo um marco significativo em 2023, ao vender cinco títulos no valor total de 25 bilhões de yuans, um recorde desde que começou a operar no país em 2016. Além disso, o banco tomou uma medida inovadora ao estender o prazo de vencimento de seus títulos para dez anos, com o objetivo de facilitar o financiamento a longo prazo.
Essas movimentações refletem não apenas o crescente interesse por ativos em yuan, mas também a missão do NBD de diversificar fontes de financiamento em mercados emergentes, beneficiando principalmente países na Ásia e na América Latina. Criado por nações como Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o NBD se posiciona como uma alternativa às instituições financeiras tradicionais, buscando apoiar o desenvolvimento sustentável e promover infraestrutura através de mecanismos financeiros adaptados às necessidades específicas dessas economias.
Em suma, o fortalecimento do mercado de títulos chinês não apenas promete impulsionar a economia global, mas também pode ser um elemento fundamental na transformação das relações financeiras entre os países em desenvolvimento.





