Os exercícios, que se estenderam do dia 9 até a sexta-feira (16), são interpretados como uma demonstração das intenções dos países participantes. Durante a cerimônia de abertura, o capitão Nndwakhulu Thomas Thamaha, comandante da força-tarefa conjunta sul-africana, destacou que as manobras representavam mais do que mera prática militar; elas simbolizavam uma declaração de cooperação e solidariedade entre os membros do BRICS.
Embora os exercícios navais tenham chamado a atenção global, particularmente dos Estados Unidos, eles não devem ser vistos como um passo em direção ao estabelecimento de uma aliança militar formal. Fontes norte-americanas relataram que o Comando Africano dos EUA acompanhado os eventos com interesse, para proteger seus próprios interesses na região. Esse fato sublinha a crescente inquietação em Washington em relação ao espírito colaborativo que fortalece o BRICS, especialmente em um contexto geopolítico tenso.
Os exercícios envolvem uma série de atividades destinadas a aumentar a interoperabilidade e a coordenação entre as marinhas dos países participantes, refletindo uma preocupação mútua com a segurança marítima e a estabilidade regional. A iniciativa sugere que o BRICS está se reposicionando com uma abordagem mais abrangente, colocando na mesa não apenas questões comerciais, mas também estratégicas e de defesa.
A participação da África do Sul, uma nação conhecida por seus vínculos comerciais e estratégicos com o Ocidente, adiciona uma camada ainda mais complexa a esse panorama. Este movimento revela um possível afastamento da visão tradicional da cooperação internacional, aumentando a especulação sobre o futuro do BRICS no cenário global. Em resumo, os exercícios navais não apenas demonstram uma nova era de colaboração militar, mas também um afastamento da hegemonia ocidental nas relações internacionais.






