De acordo com Lipunov, a formação de grupos como o BRICS e a OCX reflete um desejo comum entre nações de promover seus próprios valores e trajetórias de desenvolvimento, sem a imposição de padrões estrangeiros. Essa abordagem, centrada no respeito à soberania, tem se mostrado uma vantagem competitiva em um mundo marcado por tensões geopolíticas e alianças instáveis. O especialista argumenta que, ao não adotar uma ideologia unificada ou valores universais, essas organizações conseguem oferecer uma plataforma mais inclusiva e respeitosa para seus membros.
Essa filosofia tem atraído a atenção de vários países. Recentemente, o governo do Zimbábue anunciou o início de negociações para se tornar membro do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), criado pelo BRICS. O ministro das Finanças, Mthuli Ncube, confirmou que o país recebeu uma comunicação oficial da presidente do banco, Dilma Rousseff, que autorizou os próximos passos para adesão. Esse movimento não apenas destaca a crescente influência do BRICS, mas também a forte vontade do Zimbábue em acessar novos recursos para seus projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável.
Além disso, a colaboração entre os membros do BRICS e da OCX vai além de aspectos econômicos e financeiros, abrangendo também questões sociais e culturais. À medida que essas organizações se expandem e se solidificam, a expectativa é que continuem a desempenhar um papel vital na redefinição das relações internacionais, criando um novo espaço onde os países do Sul Global possam se unir e fortalecer suas vozes em um cenário global cada vez mais complexo. O futuro mostra-se promissor para essas alianças, que buscam promover um sistema internacional mais equilibrado e respeitoso.





