Entretanto, a situação se agravou rapidamente para o BRB. Em meio a uma drástica desvalorização das ações da Ambipar, que ocorreu em julho de 2025, o banco se viu obrigado a revender suas participações, optando por receber ativos do Banco Master como contrapartida. Informações obtidas indicam que o contrato entre as instituições previa a possibilidade de revenda, uma cláusula que, apesar de salvaguardar o BRB de perdas diretas em relação às ações, não impediu que o banco enfrentasse um prejuízo significativo, cujo valor exato ainda não foi revelado.
A situação financeira da Ambipar se deteriorou a tal ponto que, logo após a revenda das ações pelo BRB, a empresa entrou em recuperação judicial em outubro de 2025. O cenário é alarmante: no início daquele mesmo ano, as ações da Ambipar eram negociadas a R$ 14,18, mas, ao que tudo indica, hoje seu valor é de apenas R$ 0,28, refletindo uma perda contundente de capital.
A situação se complica ainda mais com a recente investigação da Polícia Federal, que apura uma suposta fraude envolvendo até R$ 12 bilhões em carteiras de crédito negociadas entre o Banco Master e o BRB. A Operação Compliance Zero, que atingiu oficialmente a diretora da Ambipar, Luciana Barca Nascimento, com mandados de busca e apreensão, indica que as transações financeiras entre as instituições estão sob intenso escrutínio.
Em resposta às crescentes preocupações, o BRB garantiu que não mantém relações financeiras diretas com a Ambipar, negando ter sido credor no processo de recuperação judicial da multinacional. O banco afirmou estar sob uma apuração independente, conduzida pela consultoria Machado e Meyer e pela Kroll, para assegurar sua solidez e continuidade, mesmo diante das adversidades que se avizinham.







