Brava Energia Registra Prejuízo de R$ 350 Milhões no Primeiro Trimestre de 2026, Atingindo Nível Histórico de Ebitda e Reduzindo Custos de Extração.

A Brava Energia reportou um resultado negativo alarmante no primeiro trimestre de 2026, com um prejuízo de R$ 350 milhões, revertendo totalmente o lucro de R$ 829 milhões alcançado no mesmo intervalo do ano anterior. Essa queda acentuada no desempenho financeiro já havia se refletido no quarto trimestre de 2025, quando a empresa enfrentou um prejuízo de R$ 588 milhões.

De acordo com a empresa, o prejuízo foi impulsionado por despesas financeiras originadas de fatores contábeis não monetários, especialmente relacionadas à marcação a mercado dos contratos de hedge de óleo. Apesar desse cenário desafiador, o Ebitda ajustado apresentou uma performance sólida, alcançando R$ 1,628 bilhão de janeiro a março, um aumento de 52% em comparação ao primeiro trimestre de 2025 e representando o dobro do registrado no trimestre anterior. A margem Ebitda chegou a 52%, um marco histórico para a companhia.

A receita líquida também mostrou resiliência, totalizando R$ 3,1 bilhões, o que representa um crescimento de 9% em relação ao ano anterior e um significativo aumento de 23% em comparação com o trimestre final de 2025. No entanto, o resultado financeiro líquido exibe um quadro preocupante, marcando um déficit de R$ 1,578 bilhão, ampliando as perdas registradas no quarto trimestre de 2025, que foram de R$ 651 milhões. No mesmo período do ano passado, o resultado financeiro havia sido positivo, com um lucro de R$ 589 milhões.

No final de março, a dívida líquida consolidada da Brava Energia alcançou R$ 7,6 bilhões, enquanto a alavancagem financeira diminuiu para 1,84x em dólares, atingindo seu menor patamar histórico, em contraposição ao índice de 3,37x do ano anterior.

No campo operacional, a produção média trimestral foi de 76 mil barris de óleo equivalente por dia, evidenciando um crescimento de 7% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Um aspecto que se destacou foi a recuperação da produção no campo de Parque das Conchas, que teve um crescimento de 31% em relação ao trimestre anterior, após a conclusão de manutenções programadas em janeiro de 2026. Além disso, o lifting cost consolidado registrou uma redução significativa, sendo de US$ 14,2 por barril de óleo equivalente (boe), representando uma queda de 18% em relação ao ano passado. No segmento offshore, esse custo caiu ainda mais, alcançando US$ 10,8/boe, o que indica uma diminuição de 39% em relação ao período correspondente do ano anterior.

Adicionalmente, a companhia iniciou uma campanha integrada de perfuração com dois poços em Papa-Terra, que segue conforme o cronograma estabelecido, utilizando a técnica de batelada, projetada para otimizar tempo e recursos, assim como aumentar a eficiência operacional.

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