Durante a 7ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite do SUS, foram apresentados dados que enfatizam a importância da adesão à vacinação por parte das gestantes. Até o momento, mais de 1,2 milhão de doses foram administradas em todo o Brasil. Em comparação ao primeiro semestre de 2025, o número de casos graves registrados em bebês com menos de seis meses caiu de 14.061 para 6.674 em 2026, refletindo o sucesso da campanha vacinal. No mesmo período, as reduções em outras faixas etárias infantis variaram entre 8% e 13%, destacando o efeito positivo mais acentuado entre os bebês imunizados via vacinação materna.
Além do impacto nos números, um estudo em andamento aponta que aproximadamente 6,8 mil casos graves de SRAG foram evitados entre crianças menores de seis meses, com os bebês dessa faixa respondendo por cerca de 35% das hospitalizações entre crianças de até quatro anos, um percentual inferior ao registrado antes da introdução da vacina.
A vacina é recomendada para gestantes a partir da 28ª semana de gestação, promovendo a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos ao bebê, garantindo proteção nos primeiros meses críticos. Complementando essa estratégia de prevenção, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza o nirsevimabe, um imunobiológico que oferece proteção imediata contra o VSR, especialmente para recém-nascidos prematuros e crianças com comorbidades. Ao contrário das vacinas tradicionais, o nirsevimabe atua rapidamente, sendo administrado em dose única e garantindo proteção por até seis meses.
As gestantes e os responsáveis por crianças elegíveis devem se informar sobre as opções de vacinação e o uso do nirsevimabe nas unidades de saúde, seguindo os critérios estabelecidos para garantir o melhor cuidado possível aos pequenos durante esse período vulnerável.
