Esse movimento ocorre após um período de tensões diplomáticas entre o Peru e o México, que culminou no rompimento das relações entre os dois países em novembro do ano passado. A crise começou quando Betssy Chávez, ex-primeira-ministra durante a gestão do ex-presidente Pedro Castillo, buscou asilo na embaixada mexicana em Lima. A classificação de Chávez como refugiada se deu em meio a sérias acusações de conspiração, relacionadas a uma tentativa de dissolução do Congresso por parte de Castillo em 2022, a qual ela nega.
A nota oficial do Ministério das Relações Exteriores brasileiro explica que esta ação foi realizada em conformidade com um pedido do governo mexicano e com a aprovação do governo peruano. Essa abordagem reflete um papel mais ativo do Brasil nas questões diplomáticas da América Latina, especialmente em um contexto em que a região enfrenta numerosos desafios políticos.
O Brasil já havia se manifestado em outros momentos em favor da mediação e da estabilidade entre os países vizinhos, e essa medida pode ser vista como mais um passo nesse sentido. Ao assumir a representação diplomática, o Brasil não só garante a continuidade da assistência aos cidadãos mexicanos no Peru, mas também se posiciona como um intermediário relevante em um momento de dificuldades políticas para ambos os países.
A situação no Peru continua a ser delicada, com o governo lidando com a queda de sua credibilidade, enquanto o México avalia as implicações políticas de seu apoio a figuras controversas, como Chávez. Observeremos como essa dinâmica se desenrolará e o papel que o Brasil desempenhará nesse cenário.






