O Global Firepower utiliza mais de 60 critérios para medir o poder bélico de uma nação, incluindo diversidade de equipamentos, capacidade logística, poder militar, posição geográfica e condição financeira. O índice do Brasil, estabelecido em 0,2374, demonstra um desempenho robusto se comparado a vizinhos como Argentina, que obteve um índice de 0,6013, colocando-a na 28ª posição mundial.
Uma das principais características que diferencia o Brasil de outras nações latino-americanas é sua menor dependência de tecnologia estrangeira. O investimento na produção interna de equipamentos militares críticos tem se tornado uma prioridade, com a fabricação de veículos blindados, aviões, submarinos e sistemas de radar ocorrendo no território nacional. Essa capacidade de produção própria não só fortalece o setor de defesa, mas também reduz a vulnerabilidade do país a dependências externas em tempos de crise.
Além disso, a força militar brasileira é substantiva, contando com cerca de 370 mil soldados, o que representa o maior contingente da América do Sul. O orçamento militar do Brasil, com uma alocação de R$ 142 bilhões (aproximadamente US$ 27,1 bilhões), configura-se como a quarta maior dotação entre as prioridades do governo federal, consolidando a posição do país como uma potência significante tanto na região quanto no cenário global.
O novo status do Brasil no ranking militar é visto como um marco de mudança, onde a nação não é apenas reconhecida por sua imensa extensão territorial, mas também por sua capacidade de desenvolver, produzir e manter equipamentos de defesa de ponta. Essa transição reflete uma postura mais assertiva e autossuficiente, promovendo um fortalecimento do setor de defesa nacional, essencial para os desafios contemporâneos da segurança.
