A pesquisa analisou o volume e as receitas obtidas através de 54 Centrais de Abastecimento (Ceasas), permitindo uma visão detalhada sobre as dinâmicas de comercialização de hortaliças e frutas. Os resultados apontam a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP) como a líder no mercado, com impressionantes 2,99 milhões de toneladas negociadas e receita de R$ 13,9 bilhões. Outras centrais significativas incluem o Mercado Municipal de Juazeiro na Bahia, com 1,62 milhão de toneladas e R$ 6,11 bilhões em vendas, e a CeasaMinas em Contagem, que movimentou 1,499 milhão de toneladas, gerando R$ 6 bilhões.
Apesar da estabilidade nas vendas totais de hortigranjeiros em relação ao ano anterior, houve uma queda de 0,82% no volume total, refletindo um cenário desafiador marcado por aumentos de preços ligados às condições climáticas adversas que afetaram a produção em 2024. O Sudeste se destacou como a região mais relevante, respondendo por 52% do volume e 54% do valor total transacionado.
No que diz respeito às hortaliças, houve crescimento em seis das 26 Ceasas analisadas, com os maiores aumentos registrados em Rio Branco, Acre, Belo Horizonte, Minas Gerais, e Foz do Iguaçu, Paraná. Contudo, a quantidade total de produtos comercializados apresentou uma redução de 2,8% em 2025, evidenciando a influência negativa das condições climáticas na produção.
O cenário foi diferente para as frutas, cuja comercialização cresceu em 11 Ceasas. Os maiores avanços foram observados em Rio Branco e Goiânia, com aumentos de 24,11% e 21,04%, respectivamente. Apesar desse crescimento, houve uma ligeira retração de 1,52% na comparação anual, indicando a resiliência do mercado diante de desafios, principalmente relacionados a variações climáticas.
Por último, em um contexto mais amplo, o Brasil se destacou nas exportações de frutas, alcançando cerca de 1,3 milhão de toneladas enviadas ao exterior, uma alta de 19,7% em relação ao ano anterior. O faturamento gerado com essas exportações subiu 29%, totalizando cerca de 1,56 bilhão de dólares, impulsionado principalmente pelo envio de mangas, melões e outras frutas para o mercado europeu, que se firmou como o principal destino das exportações brasileiras nesse segmento.
Esses dados revelam não apenas a importância do setor para a economia, mas também a necessidade de políticas que garantam a sua continuidade e desenvolvimento sustentáveis.
