Brasil se torna peça-chave na estratégia da Saab após contrato de caças Gripen com a Colômbia e potencial expansão na produção de aeronaves.

Em um importante passo para a indústria aeronáutica, a Colômbia firmou um contrato para a aquisição de 17 caças Gripen E/F, consolidando a relevância do Brasil como mercado estratégico para a sueca Saab, conforme declarou Micael Johansson, presidente e CEO da empresa. Johansson visitou o Brasil para a entrega do primeiro Gripen montado no país, na unidade da Embraer em Gavião Peixoto, evento que contou com a presença do presidente Lula.

O CEO da Saab destacou que, com a nova parceria colombiana, as oportunidades de negócios no Brasil estão se ampliando. Atualmente, o contrato com o governo brasileiro se refere à entrega de 36 aeronaves, sendo 15 montadas no território nacional. Johansson comentou sobre a necessidade de expandir a capacidade produtiva tanto na Suécia quanto no Brasil, assegurando que a ampliada demanda por caças poderá trazer uma participação significativa do Brasil nas exportações, especialmente se novos contratos com países como Ucrânia ou Canadá forem firmados.

Sobre a posição do Brasil em relação à exportação de armamentos, especialmente para a Ucrânia, Johansson ressaltou que tal decisão é de natureza política. Contudo, ele expressou a esperança de que o Brasil possa contribuir para o mercado global, lembrando que, caso as negociações para a venda de caças à Ucrânia avancem, o volume das transações pode chegar a 150 unidades.

Além disso, a Saab está em conversa com o governo do Peru sobre a venda de caças Gripen. Johansson afirmou que a proposta se mostra competitiva, mas destacou que as decisões estão atreladas ao cenário político instável do país sul-americano, que passou por constantes trocas de presidentes. Ele se mostrou otimista quanto a um possível avanço nas discussões com a força aérea peruana.

A unidade da Embraer no Brasil foi a primeira fora da Suécia a montar os Gripens, e o CEO ponderou sobre a possibilidade de abrir mais fábricas em outros países, como o Canadá. A experiência em solo brasileiro foi considerada positiva, destacando a capacidade tecnológica e de engenharia da Embraer e outras empresas nacionais envolvidas no projeto.

Entre essas empresas estão a Akaer, a AEL e a Atech, que contribuíram com diversos aspectos do desenvolvimento do Gripen. Johansson expressou um aprendizado significativo durante esse processo, demonstrando uma disposição para acelerar futuras colaborações.

Não menos importante, para a Saab, alianças estratégicas e fusões são fundamentais para o crescimento, e Johansson indicou que há novidades em andamento nesse sentido. Portugal, por exemplo, emerge como um mercado potencial para parcerias com a Embraer, especialmente considerando sua necessidade de substituir caças obsoletos.

Com essas movimentações, a Saab mantém um olhar atento às dinâmicas do mercado global, consolidando sua presença na América Latina e além, à medida que busca expandir sua oferta de aeronaves de combate no cenário internacional.

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