Brasil Registra Recorde de Exportações para China, Europa e Índia, Superando Queda para os EUA em Seis Vezes no Primeiro Semestre de 2026

No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras para China, Europa e Índia alcançaram a expressiva cifra de R$ 16,1 bilhões, valor que supera em seis vezes a queda registrada nas vendas para os Estados Unidos, que totalizaram apenas R$ 2,6 bilhões. Esse dado foi revelado pelo presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir André Müller, durante uma coletiva de imprensa na última sexta-feira.

Müller destacou que, devido às tarifas aplicadas pela administração americana, que entraram em vigor em abril e agosto de 2025, as exportações brasileiras para os EUA diminuíram em cerca de US$ 2,6 bilhões, equivalente a R$ 13,33 bilhões. No entanto, ele afirmou que as medidas adotadas pelo governo desde 2025 têm proporcionado uma balança comercial favorável ao Brasil, especialmente com a abertura de novos mercados.

Para mitigar os efeitos negativos do que ele chamou de “tarifaço”, o governo brasileiro anunciou um pacote de investimentos no valor de R$ 130 milhões, que será implementado a partir de agosto. O objetivo desse pacote é auxiliar as empresas nacionais na diversificação de seus destinos de exportação, promovendo vendas em regiões menos dependentes do mercado americano.

Müller também mencionou que as negociações do Mercosul com países como Índia, Japão e Canadá representam uma excelente oportunidade para expandir o comércio exterior do Brasil. Ele ressaltou que 72% das 2,4 mil empresas que exportam para os EUA e que receberam apoio da ApexBrasil conseguiram diversificar suas operações, adicionando novos mercados entre junho de 2025 e maio de 2026.

O pacote de apoio à exportação envolve 57 setores da economia brasileira, abrangendo cerca de 2,4 mil empresas. Müller enfatizou que a estratégia não se limita apenas à expansão, mas visa à diversificação, com um olhar atento às novas oportunidades no cenário internacional. Entre os novos mercados a serem explorados, ele citou países da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão, que estão em crescimento acelerado e têm demonstrado interesse em parcerias com o Brasil.

A proposta do governo é clara: fortalecer a base exportadora do país, reduzir a dependência dos Estados Unidos e ampliar as negociações comerciais em uma configuração geopolítica em constante mudança.

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