Brasil registra menor taxa de desocupação da história, com 5,8% em fevereiro e crescimento no rendimento médio mensal, aponta PNAD Contínua.

Em um marco significativo para o mercado de trabalho brasileiro, o país registrou a menor taxa de desocupação da sua história para o trimestre que se encerrou em fevereiro, conforme dados recentes. No período compreendido entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, a taxa de desocupação caiu para 5,8%. Este número representa uma diminuição de um ponto percentual em comparação ao mesmo período do ano anterior, resultando em mais de um milhão de pessoas a menos em busca de emprego.

Comparado ao primeiro trimestre de 2022, quando a desocupação era de 11,2%, a redução se mostra ainda mais impressionante, totalizando 5,4 pontos percentuais. A transição de 7,3 milhões de desempregados em 2025 para 6,2 milhões em 2026 reflete um cenário otimista para a economia nacional e sugere um mercado de trabalho que, embora ainda longe da plena recuperação, mostra sinais de saúde crescente.

Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, destacou que o crescimento do rendimento médio mensal real, que alcançou um novo recorde de R$ 3.679, é a consequência da crescente demanda por trabalhadores e da formalização de empregos nas áreas de comércio e serviços. Este rendimento aumentou 2% em relação ao trimestre anterior e cresceu 5,2% comparado ao ano passado.

Além disso, a massa de rendimento real habitual, que é o total de salários pagos a todos os trabalhadores do país, também experimentou uma evolução, alcançando R$ 371,1 bilhões. Embora tenha se mantido estável no trimestre, demonstrou um crescimento de 6,9% em relação ao ano anterior.

Outro dado relevante é a estabilidade na quantidade de desalentados. A população que, apesar de querer trabalho, desistiu de procurar por falta de oportunidades, permaneceu em 2,7 milhões neste trimestre, marcando uma queda de 14,9% em relação ao ano passado. A taxa de desalentados se estabilizou em 2,4%, evidenciando uma evolução no quadro de emprego.

No que diz respeito à estrutura do emprego, o Brasil apresentou estabilidade em diversas categorias de trabalho, incluindo contratados com carteira assinada e trabalhadores domésticos. Entretanto, a informalidade, que abrange 37,5% da população ocupada, embora tenha reduzido ligeiramente, continua sendo um desafio a ser enfrentado.

A PNAD Contínua, que cumpre um papel vital na administração das estatísticas de emprego no Brasil, envolve uma ampla amostra de 211 mil domicílios e é um reflexo da situação socioeconômica do país. O trabalho dos entrevistadores, que percorrem milhares de municípios trimestralmente, é fundamental para a obtenção de dados precisos que guiam as políticas públicas e iniciativas governamentais. Com tantos indicadores positivos, o Brasil parece estar em um caminho promissor na recuperação de seu mercado de trabalho.

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