Brasil registra maior aumento de tarifas de importação dos EUA, atingindo 18,89% durante mandato de Donald Trump, superando até mesmo a China.

O cenário do comércio exterior brasileiro revela um aumento significativo nas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos, conforme apontado por um monitor suíço especializado na análise de comércio internacional. Atualmente, o Brasil enfrenta uma tarifa média de 18,89%, o que torna o país o mais afetado em termos de elevação percentual entre todos os envolvidos nas transações comerciais com os EUA, superando até mesmo a China.

Desde o início do governo Trump, que se iniciou em 2025, o Brasil viu suas tarifas aumentarem em impressionantes 17,7 pontos percentuais. Nesse contexto, os produtos chineses experimentaram um aumento relativamente menor, de 13,11 pontos percentuais. Esse crescimento substancial nas tarifas médias se deve à composição das taxas aplicadas a diversos produtos, incluindo aqueles que, em momentos anteriores, puderam usufruir de isenções.

Antes das mudanças ocorridas ao longo do mandato de Trump, a tarifa média aplicada sobre os produtos brasileiros era de apenas 1,19%. Recentemente, o monitor reportou que, no início de setembro, essa média já havia alcançado 11,73%. As elevações são atribuídas a várias regulamentações, incluindo a seção 122 e a seção 232, que incidem principalmente sobre os metais.

A situação se tornou ainda mais complexa com a aplicação da Seção 301, que impôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos a partir de meados de setembro. Com a vigência dessa nova imposição, a tarifa média ao Brasil subiu para 18,22%. Já a inclusão de uma nova sobretaxa de 12,5%, estabelecida recentemente, elevou a taxa média efetiva para os 18,89% mencionados.

Nesse contexto, o Brasil permanece como o segundo país com as maiores tarifas médias dos EUA, atrás apenas da China, que apresenta uma tarifa de 27,13%. Vale destacar que alguns produtos brasileiros, como café, carnes, suco de laranja, petróleo e peças aeroespaciais, estão isentos dessa tarifa.

Os dados revelam um movimento crescente de protecionismo nas políticas comerciais, com o Brasil enfrentando um dos maiores desafios na sua balança comercial em relação aos Estados Unidos. Essa situação levanta preocupações sobre o futuro das relações comerciais entre os dois países e as potenciais repercussões na economia brasileira. O ranking das tarifas médias revela a posição competitiva das nações frente às exigências comerciais dos EUA, com o Brasil seguindo de perto os passos da China, enquanto lutam para preservar seus mercados no cenário global altamente competitivo.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo