Essa melhoria nos números de maio pode ser atribuída, em grande parte, ao déficit da balança de serviços, que totalizou R$ 5,2 bilhões, uma diminuição em relação aos R$ 6,4 bilhões do ano passado. Este dado sugere um ajuste no setor de serviços, que é impactado por fatores como turismo e transporte.
Por outro lado, a balança comercial de bens teve um desempenho positivo, com um superávit que alcançou R$ 7 bilhões, o que representa um crescimento em relação aos R$ 6,4 bilhões registrados em maio de 2025. Essa informação destaca a competitividade das exportações brasileiras, que têm se mostrado resilientes em um cenário global desafiador.
Entretanto, a conta da renda primária permanece deficitária. Em maio, esse indicador, que engloba remessas de lucros, dividendos, juros de dívidas e salários, somou R$ 5,5 bilhões, mantendo-se no mesmo patamar observado no ano passado. Além disso, a conta de viagens para o exterior mostrou-se negativa em US$ 1,3 bilhão, o que reflete um aumento de 13,8% nos gastos dos brasileiros fora do país em relação a 2025.
Em um aspecto positivo, os dados do Banco Central também revelam que o Brasil continua a atrair investimentos estrangeiros. Os Investimentos Diretos no País (IDP), que são utilizados em fábricas, empresas e projetos de longo prazo, totalizaram US$ 8 bilhões em maio, um aumento considerável em relação aos R$ 3,9 bilhões do mesmo mês no ano anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, esses investimentos atingiram US$ 83,3 bilhões, representando 3,38% do PIB, um crescimento em relação aos US$ 79,2 bilhões registrados no mês anterior. Esse fluxo de capital é um sinal de confiança na economia brasileira, mesmo em meio a desafios globais e internos.
