Durante as primeiras quatro semanas do ano, foram contabilizadas 163 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), das quais 117 não conseguiram precisar o vírus responsável. A Covid-19 liderou as causas de morte confirmadas com 29 óbitos, seguida de perto pela Influenza A H3N2 e pelo rinovírus, ambos responsáveis por sete falecimentos, além da Influenza A não subtipada, que levou a seis mortes. Outros vírus, como o H1N1, a Influenza B e o vírus sincicial respiratório (VSR), contribuíram com cinco óbitos. Ao todo, foram registrados 4.587 casos de SRAG, sendo que 3.373 não tiveram o agente infeccioso identificado.
O estado de São Paulo foi o mais afetado, acumulando 15 mortes confirmadas dentre um total de 140 registros. A faixa etária mais impactada foi a dos idosos com mais de 65 anos, que somaram 108 mortes, incluindo 19 relacionadas específicamente à Covid-19. Apesar da vacinação contra o coronavírus ter sido incorporada ao calendário básico para crianças, idosos e gestantes a partir de 2024, a adesão tem sido insatisfatória. Em 2025, de aproximadamente 21,9 milhões de doses distribuídas pelo Ministério da Saúde, menos de 8 milhões foram efetivamente aplicadas.
Além disso, dados da plataforma Infogripe, da Fiocruz, revelam que ao menos 10.410 pessoas apresentaram evolução para quadros graves de Covid-19 em 2025, resultando em cerca de 1,7 mil óbitos. A situação evidencia a urgência em promover a vacinação e reforçar campanhas de conscientização para aumentar a cobertura vacinal, especialmente entre os grupos mais vulneráveis na luta contra a pandemia.
