Brasil registra 240,8 bilhões de transações bancárias em 2025, com celular dominando interações e agências perdendo espaço no setor financeiro.

Em 2025, o Brasil alcançou um impressionante total de 240,8 bilhões de transações bancárias, refletindo um crescimento significativo de 11% em comparação ao ano anterior. Esse dado é resultado da 34ª edição de uma pesquisa realizada pela Federação Brasileira de Bancos em conjunto com uma renomada consultoria de gestão. A tecnologia, especialmente o uso do celular, emergiu como o principal elo entre os cidadãos e as instituições financeiras, o que ajuda a compreender esse novo marco.

O fenômeno do mobile banking – que se refere ao uso de aplicativos para realizar operações bancárias diretamente dos smartphones – contribui substancialmente para essa crescente tendência. Nos últimos cinco anos, as transações realizadas por meio desse canal dispararam 169%. Atualmente, 78% de todas as operações bancárias no Brasil são feitas via aplicativo mobile, excluindo a necessidade de visitas a agências, caixas eletrônicos ou mesmo de acessar o internet banking pelo computador.

Quando englobamos outras plataformas digitais, como o internet banking, essa porcentagem salta para 83%. Os canais tradicionais, como agências físicas e caixas eletrônicos, têm visto sua relevância diminuída a cada ano, à medida que os usuários se adaptam às novas tecnologias que proporcionam maior conveniência e eficiência.

Além dessa mudança nas transações, a digitalização também revolucionou o processo de abertura de contas. Hoje, 54% das novas contas correntes são estabelecidas diretamente por meio de dispositivos móveis ou pela internet, eliminando a necessidade de uma visita física a uma agência. No cenário atual, o Brasil conta com impressionantes 596 milhões de contas ativas, englobando tanto pessoas físicas quanto jurídicas.

Outro dado significativo diz respeito aos usuários de aplicativos financeiros: 76% deles são classificados como heavy users, ou seja, realizam mais de 80% de suas transações financeiras através desse único canal. Isso indica que uma parcela substancial da clientela que utiliza esses aplicativos abandonou quase completamente outros métodos de interação com seus bancos.

Esta transformação é um reflexo de uma mudança de comportamento que vem se consolidando ao longo dos últimos anos. Os clientes estão cada vez mais habilitados a resolver suas demandas financeiras de forma autônoma, diretamente na palma da mão, utilizando suas telas como as principais ferramentas de gestão financeira, reservando visitas a agências apenas para situações excepcionais ou mais complexas.

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