Na ocasião, a ministra destacou que um grupo de brasileiros que se encontrava na Venezuela conseguiu retornar ao Brasil com segurança, em apoio de sua embaixada. O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, que também estava presente na coletiva, se pronunciou sobre a situação na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, afirmando que está calmo, com um movimento de passagem bastante reduzido. Ele comparou o cenário atual a um feriado prolongado, ressaltando que as fronteiras permanecem abertas para os brasileiros desejosos de retornar.
A coletiva seguiu a uma reunião de emergência entre representantes de diversos ministérios do governo brasileiro com o objetivo de discutir os desdobramentos do ataque norte-americano que culminou no sequestro de Maduro e sua esposa, Cília. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se juntou ao encontro de maneira remota e, mais cedo, divulgou uma nota condenando as ações dos EUA. Em suas palavras, ele descreveu o evento como uma violação grave da soberania venezuelana, um ato que, segundo ele, ultrapassa quaisquer limites aceitáveis no cenário internacional.
O ataque à Venezuela foi criticado por várias potências mundiais, incluindo a China e a Rússia, que são aliadas tradicionais do país sul-americano. A China exigiu respeito ao direito internacional, enquanto a Rússia reiterou a necessidade de a América Latina se manter como uma zona de paz, permitindo que a Venezuela determine seu próprio futuro sem interferência externa.
Diante desse cenário tenso e complexo, a comunidade internacional continua a acompanhar atentamente os acontecimentos, em busca de uma solução pacífica e respeitosa para a situação na Venezuela.
