Nesse novo sistema, as 12 primeiras posições do CNPJ poderão incluir letras, enquanto os dois últimos dígitos continuarão a ser numéricos, conforme o formato tradicional. Empresas de tecnologia e desenvolvedores de sistemas devem se preparar para essa transição, ajustando suas plataformas para aceitar ambos os formatos — alfanumérico e numérico. Durante o período de transição, que ocorrerá de forma progressiva, as novas inscrições poderão gerar tanto CNPJs alfanuméricos quanto aqueles exclusivamente numéricos, garantindo que não haja ruptura no serviço e permitindo uma adaptação suave ao novo modelo.
Vale ressaltar que as entidades já registradas não precisam realizar atualizações em seus CNPJs, mantendo a numeração atual sem alteração. O procedimento para novas inscrições seguirá inalterado, com a Receita Federal realizando as operações conforme os canais tradicionais, sem que haja necessidade de escolha do formato por parte do usuário.
Um dos principais aspectos da mudança é a adaptação dos sistemas existentes às novas funcionalidades. Isso envolve uma análise detalhada de como CNPJs são usados em cadastros de clientes e fornecedores, na gestão interna, em soluções fiscais e outras integrações que requerem validação contínua. A Receita Federal já disponibiliza um simulador para que essas entidades possam testar suas adaptações ao novo formato alfanumérico, além de fornecer diretrizes técnicas para facilitar a transição.
Para garantir uma migração tranquila, a Receita Federal estabeleceu um cronograma que incluirá períodos de indisponibilidade da base do CNPJ para atualizações e finalizações de migrações, permitindo que a implementação ocorra em etapas. Essa mudança visa não apenas modernizar o sistema, mas também assegurar a criação de novas identidades jurídicas, mantendo o Brasil alinhado com as demandas de um mercado cada vez mais dinâmico.
