Esta operação é a segunda em menos de uma semana, mostrando a intensificação dos esforços no combate ao uso criminoso de apostas. Segundo as novas investigações, empresas de apostas estavam atuando sem autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, movimentando bilhões de reais. O grupo investigado teria criado dezenas de empresas ligadas à exploração de jogos de azar e instituições de pagamento, utilizando terceiros sem capacidade econômica aparente para ocultar os verdadeiros controladores dos negócios.
Além disso, foram identificados indícios de movimentação financeira incompatível com os rendimentos declarados, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro por meio da aquisição de imóveis e ausência de recolhimentos previstos na legislação que regula o setor de apostas.
A Receita Federal esteve à frente da análise fiscal dos investigados, verificação do funcionamento das empresas envolvidas, avaliação da capacidade econômico-financeira dos sócios e administradores, bem como a identificação de possíveis grupos econômicos. O Secretário Especial da RFB, Robinson Barreirinhas, destacou que as apostas ilegais prejudicam a economia popular e a sociedade como um todo, podendo levar ao endividamento, desestruturação familiar e impactos na saúde pública.
Além da Operação Conto da Sorte, a Receita Federal trabalha em parceria com a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda no monitoramento de operações relacionadas a apostas irregulares, permitindo a adoção de medidas administrativas, tributárias e até mesmo a responsabilização criminal dos envolvidos. Também foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica entre a Receita Federal e o Ministério Público de Pernambuco, visando ampliar a integração institucional e desenvolver ações conjuntas em prol do interesse público. Essa cooperação é fundamental para combater crimes financeiros e tributários e garantir a segurança econômica do país.




