Brasil reafirma compromisso com exportações de carne à União Europeia, apesar de exclusão temporária da lista de países autorizados. Negociações em andamento.

Na manhã desta quarta-feira, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reafirmou o compromisso do Brasil em continuar exportando carne para a União Europeia, apesar das recentes mudanças nas regras de importação. A declaração ocorre após a UE divulgar, na terça-feira, a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carne animal para o bloco, o que gerou apreensão no setor agropecuário.

Durante sua participação em um congresso da Abramilho, realizado em Brasília, o ministro expressou otimismo em relação à possibilidade de reverter essa decisão através de negociações diplomáticas. Ele destacou a robustez do sistema de defesa agropecuária do Brasil, um país que se orgulha de ser o maior produtor de proteína animal do mundo, mantendo relações comerciais com 170 países e realizando exportações para a Europa há quatro décadas. “Seguiremos exportando para a Europa, como fizemos ontem e faremos amanhã”, afirmou André de Paula, enfatizando a importância histórica do Brasil nesse mercado.

A situação, segundo o ministro, é discutida em termos técnicos com representantes europeus. Ele ressaltou que o governo brasileiro foi pego de surpresa com a decisão da UE, que parece ter antecipado uma discussão que ainda estava em andamento. Para lidar com esse novo quadro, na mesma manhã, o embaixador do Brasil na União Europeia se reuniu com autoridades do governo para traçar um plano de ação em resposta às exigências impostas pelos países que compõem o bloco.

As novas regras da União Europeia, que entrarão em vigor a partir de 3 de setembro, incluem requisitos mais rigorosos relacionados ao uso de antibióticos, à comprovação sanitária, à segregação da produção e à rastreabilidade individual dos animais. Até que a nova normativa passe a valer, as exportações brasileiras seguirão normalmente.

A relação comercial entre Brasil e União Europeia é significativa, com as exportações de carne, que abarcam bovinos e aves, totalizando US$ 1,8 bilhão em 2025. Isso faz da Europa o segundo maior destino dos produtos brasileiros, atrás apenas da China, que representa uma fatia de US$ 9,8 bilhões neste mercado tão competitivo. A continuidade desse fluxo comercial será crucial para milhões de brasileiros que dependem da agropecuária como fonte de renda e desenvolvimento econômico.

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