Durante sua participação em um congresso da Abramilho, realizado em Brasília, o ministro expressou otimismo em relação à possibilidade de reverter essa decisão através de negociações diplomáticas. Ele destacou a robustez do sistema de defesa agropecuária do Brasil, um país que se orgulha de ser o maior produtor de proteína animal do mundo, mantendo relações comerciais com 170 países e realizando exportações para a Europa há quatro décadas. “Seguiremos exportando para a Europa, como fizemos ontem e faremos amanhã”, afirmou André de Paula, enfatizando a importância histórica do Brasil nesse mercado.
A situação, segundo o ministro, é discutida em termos técnicos com representantes europeus. Ele ressaltou que o governo brasileiro foi pego de surpresa com a decisão da UE, que parece ter antecipado uma discussão que ainda estava em andamento. Para lidar com esse novo quadro, na mesma manhã, o embaixador do Brasil na União Europeia se reuniu com autoridades do governo para traçar um plano de ação em resposta às exigências impostas pelos países que compõem o bloco.
As novas regras da União Europeia, que entrarão em vigor a partir de 3 de setembro, incluem requisitos mais rigorosos relacionados ao uso de antibióticos, à comprovação sanitária, à segregação da produção e à rastreabilidade individual dos animais. Até que a nova normativa passe a valer, as exportações brasileiras seguirão normalmente.
A relação comercial entre Brasil e União Europeia é significativa, com as exportações de carne, que abarcam bovinos e aves, totalizando US$ 1,8 bilhão em 2025. Isso faz da Europa o segundo maior destino dos produtos brasileiros, atrás apenas da China, que representa uma fatia de US$ 9,8 bilhões neste mercado tão competitivo. A continuidade desse fluxo comercial será crucial para milhões de brasileiros que dependem da agropecuária como fonte de renda e desenvolvimento econômico.





