Durante o discurso de abertura do evento, Lula ressaltou a importância de uma ampla revisão da Carta da ONU, enfatizando que a proposta a ser apresentada pelo Brasil terá como base o artigo 109 do documento, que prevê a realização de uma conferência entre os países-membros com o objetivo de rever o tratado.
O presidente destacou a necessidade de centralização da governança global pela ONU, mas ressaltou que a organização enfrenta uma crise de confiança que precisa ser restabelecida. Lula enfatizou que a reforma da ONU é fundamental e urgente, e que não se pode fugir das transformações estruturais necessárias.
Entre as exigências de Lula está a reforma do Conselho de Segurança da ONU, pelo qual o Brasil pleiteia uma cadeira permanente há duas décadas. O conselho, atualmente composto por cinco países com assentos permanentes e outros 10 com cadeiras rotativas, tem o poder de vetar resoluções e recomendar soluções para conflitos internacionais.
Segundo o presidente, o Conselho de Segurança tem se mostrado incapaz de resolver conflitos e prevenir disputas, o que reforça a importância de uma reestruturação que inclua maior representatividade da África e da América Latina e Caribe. Lula argumentou que essa mudança poderia contribuir para superar a polarização que muitas vezes paralisa as decisões do órgão.
O discurso de Lula na reunião ministerial do G20 reflete a posição do Brasil em relação à reforma das regras da ONU e a busca por uma participação mais ativa e representativa no cenário internacional.
