BRASIL – Programa Kala-Tukula seleciona 40 lideranças negras para capacitação em governança global, focando em direitos humanos e sustentabilidade ambiental.

Na última terça-feira, foi divulgada a seleção de 40 lideranças negras que participarão da segunda edição do Programa Kala-Tukula de Desenvolvimento de Lideranças para a Governança Global. Esta iniciativa, criada para promover a capacitação de líderes de várias esferas da comunidade negra no Brasil, destaca-se por seu foco em representantes quilombolas, ciganos, assim como de povos e comunidades tradicionais de matriz africana e de terreiro.

O programa não apenas busca proporcionar formação teórica, mas também prática, preparando seus participantes para atuarem em ambientes internacionais e relevantes para a governança global. Entre as atividades previstas, constam cursos de inglês e treinamentos específicos que abordam questões cruciais como as agendas climática, ambiental e de direitos humanos. Essa abordagem pretende não apenas fortalecer as habilidades linguísticas dos participantes, mas também dotá-los de um conhecimento profundo sobre temas que são cada vez mais urgentes no cenário global.

Instituído pela Portaria MIR nº 215, de 28 de novembro de 2024, o Programa Kala-Tukula reflete um compromisso robusto com a inclusão e a capacitação de grupos historicamente marginalizados. As lideranças selecionadas terão a oportunidade de se aprimorarem em suas áreas de atuação, contribuindo de forma qualificada e significativa em discussões que afetam diretamente suas comunidades e o futuro do planeta.

O programa se torna um espaço de intercâmbio e aprendizado, onde as lideranças poderão compartilhar experiências e colaborar em uma trajetória conjunta para a promoção dos direitos de seus povos. Com isso, espera-se um fortalecimento das vozes e representações negras nos principais fóruns de governança internacional, abrindo caminhos para a atuação efetiva e assertiva frente a questões que afetam a todos.

Assim, a iniciativa se destaca como um passo importante na direção da equidade social e racial, evidenciando uma nova geração de líderes engajados e preparados para enfrentar os desafios globais do século XXI. A participação ativa dessas lideranças em cenários internacionais é fundamental para promover transformações sociais e garantir que as demandas de suas comunidades sejam ouvidas e atendidas.

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