Sob autoridade judicial, a operação resultou no bloqueio de bens e valores que totalizam impressionantes R$ 951,1 milhões. Durante a ação, as autoridades apreenderam um imóvel de alto padrão, além de diversos veículos de luxo, sinalizando o alto nível de riqueza acumulada pelos investigados. As pessoas envolvidas foram proibidas de operar plataformas de apostas irregulares, e as companhias que faziam parte do esquema tiveram suas atividades suspensas imediatamente.
Este desdobramento marca a terceira operação realizada em julho voltada para enfrentar a problemática das apostas online ilegais, revelando um esforço coordenado e contínuo das autoridades. A investigação revelou que o grupo em questão utilizava influenciadores digitais para promover sites de apostas sem autorização, ampliando ainda mais seu alcance e potencialmente atraindo novos apostadores.
Os investigadores encontraram indícios de que os valores movimentados pelo grupo eram desviados por meio de empresas fantasmas, criadas especificamente para ocultar a verdadeira origem do dinheiro. Além disso, a investigação apontou que os suspeitos acumulavam um patrimônio que excedia o esperado com base na renda formal que declaram, sugerindo atividades ilícitas subjacentes.
Um aspecto alarmante é que as plataformas ilegais frequentemente apresentavam simbolismos e referências ao Sistema de Gestão de Apostas (SIGAP) do Ministério da Fazenda e ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR). Isso criava uma falsa sensação de legalidade e confiança entre os apostadores, enquanto, na verdade, essas operações careciam de qualquer autorização legítima para funcionar no Brasil. O capital depositado pelos apostadores, assim, era direcionado a empresas que não possuíam permissão para explorar essa modalidade de jogo.
A operação contemplou a execução de 14 mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão temporária, expedidos pela 2ª Vara Criminal de Vitória/ES, abrangendo estados como Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Paraíba e Sergipe. Os envolvidos podem enfrentar sérias acusações, incluindo crimes associados à exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de drogas e associação ao tráfico. A Operação Slots exemplifica o compromisso das autoridades em intensificar a luta contra o crime organizado e a lavagem de dinheiro no país.
