Até agora, mais de 383 mil tubetes de insulina glargina e canetas reutilizáveis para aplicação já foram distribuídos para diversas regiões do país. A previsão é que todos os estados recebam as novas insulinas até o final do mês. A entrega das canetas e insumos necessários é um avanço significativo para a saúde pública, pois o tratamento com insulina glargina pode permitir que os pacientes realizem apenas uma aplicação diária, ao contrário do regime anterior, que frequentemente exigia múltiplas doses.
O acesso ao novo medicamento será viabilizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), onde os pacientes deverão apresentar uma receita médica válida. É importante notar que pais, responsáveis ou cuidadores de crianças elegíveis também estão autorizados a solicitar a substituição da insulina NPH pela nova opção. Uma equipe multiprofissional nas unidades de saúde estará disponível para avaliar o quadro clínico dos pacientes e fornecer orientações detalhadas sobre o uso correto da insulina, incluindo técnicas de aplicação e armazenamento.
Essa transição para a insulina glargina não apenas visa oferecer um tratamento mais eficaz, mas também promete melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O novo medicamento é reconhecido por proporcionar um controle mais estável da glicemia, reduzindo significativamente o risco de episódios de hipoglicemia, o que contribui para uma adesão mais eficaz ao tratamento.
A iniciativa de mudança no tratamento resulta de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que facilita a produção nacional da insulina, garantindo um estoque mais seguro e acessível para o SUS. A continuidade dessa transição em um formato gradual na atenção primária à saúde ressalta o compromisso do sistema público em proporcionar segurança e efetividade no cuidado aos pacientes diabéticos em todo o país.





