O programa se propõe a priorizar jovens em situações de vulnerabilidade social e econômica, incluindo aquelas que se identificam como negras, indígenas, quilombolas, transexuais ou com deficiência. Serão consideradas inscrições de mulheres que residem em áreas periféricas urbanas ou rurais, além de aquelas inscritas no Cadastro Único e mães ou responsáveis por crianças de até 12 anos.
No total, até 32 propostas serão apoiadas, com uma divisão equitativa entre as regiões Norte e Nordeste e Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Dentre as propostas selecionadas, 21 serão destinadas a Institutos Federais e 11 a Universidades Federais. A formação terá uma carga horária mínima de 200 horas, composta por uma qualificação profissional de 160 horas e 40 horas de formação sociopolítica. Durante o curso, as participantes receberão uma bolsa mensal de R$ 300 por quatro meses, uma estratégia pensada para garantir a permanência das alunas.
O módulo sociopolítico incluirá orientações sobre acesso a serviços digitais oferecidos pelo Governo Federal, além de temas como o Programa Dignidade Menstrual e o Sistema Nacional de Emprego (Sine). As instituições selecionadas também deverão apresentar propostas para assegurar a continuidade da formação das participantes nas áreas STEM.
O lançamento do programa ocorreu em um evento no auditório do CNPq em Brasília, que também marcou a divulgação de cinco novas chamadas públicas destinadas a promover a pesquisa, a ciência e a equidade étnico-racial e de gênero. Em conjunto, essas ações somam cerca de R$ 65 milhões em investimentos.
A secretária nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados do Ministério, Joana Célia dos Passos, enfatizou a importância do Asas para o Futuro como uma ferramenta para aumentar a inclusão de jovens mulheres em áreas que historicamente enfrentam desigualdades. A primeira edição do programa foi bem-sucedida, qualificado 1.400 jovens em diversas áreas, como logística e fotografia.
Joana destacou que a intenção é não apenas oferecer cursos, mas também discutir políticas públicas relevantes para as participantes. O presidente do CNPq, Olival Freire Júnior, reforçou que a inclusão na ciência é vital para melhorar a qualidade da pesquisa no Brasil. A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, também ressaltou a importância de uma ciência que reflita a diversidade da população brasileira, afirmando que a verdadeira excelência científica só pode ser alcançada em um ambiente inclusivo.
Além do Asas para o Futuro, outras iniciativas foram anunciadas, focando na inclusão de diferentes grupos sociais na produção científica do país. Entre elas, destacam-se o Projeto InspirAÇÃO, a Chamada Atlânticas Beatriz Nascimento e o Programa Lélia Gonzalez, que visam fortalecer a presença de mulheres, povo negro e comunidades tradicionais na pesquisa no Brasil.





