A entrega do estudo ocorreu na sede do BNDES, contando com a presença do ministro das Cidades, Vladimir Lima, entre outros destaque como o diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, e o secretário Nacional de Mobilidade Urbana, Marcos Daniel Souza dos Santos, além de representantes de estados, municípios e equipes técnicas que participaram do projeto.
Vladimir Lima declarou que o ENMU é um recurso vital para que o Brasil consolide uma política nacional de mobilidade urbana voltada para o longo prazo, pautada no planejamento e na integração entre diferentes esferas do governo. Segundo o ministro, “O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana oferece ao Brasil a oportunidade de enfrentar esse desafio com uma visão de futuro, alinhada com a realidade da vida da população”. O ministro ainda ressaltou que a análise visa não apenas à infraestrutura de transporte, mas também ao bem-estar diário dos cidadãos, afirmando que “melhorar a mobilidade é devolver tempo às pessoas”.
Ao todo, o estudo inclui uma carteira com 187 projetos que visam a ampliação de mais de 3.000 quilômetros de sistemas de transporte público, como metrôs, BRTs, trens e VLTs, representando um potencial investimento de R$ 430 bilhões nos próximos 20 anos. O ENMU avalia também projeções demográficas e de demanda para um horizonte de três décadas, apresentando diagnósticos, sugestões de redes estruturais e um banco de projetos, complementados por um sistema de informações que promete facilitar as decisões no setor.
Durante o evento, foi introduzido o portal “Mobilidade Brasil”, que centraliza informações do estudo e proporciona acesso a dados específicos por região metropolitana, se configurando como uma ferramenta que ajudará estados e municípios na estruturação de projetos de transporte.
Além dos impactos positivos no transporte, o estudo prevê benefícios ambientais e sociais, como redução no tempo de deslocamento e dos custos de viagem, além da diminuição das emissões de gases poluentes e aumento de oportunidades de emprego.
Em sua fala, o secretário Marcos Daniel sublinhou a importância de transformar diagnóstico em ação, enfatizando que a governança metropolitana deve resultar em benefícios tangíveis aos usuários do transporte público. Ele reforçou a necessidade de uma governança eficaz, que se traduza em integrações dos sistemas de transporte e políticas tarifárias simplificadas, respondendo assim às exigências dos usuários por um deslocamento mais ágil e eficiente. Para isso, a formação de um banco de dados nacional e o fortalecimento de equipes técnicas em instituições locais foram destacados como prioridades. A implementação dessas estratégias é vista como crucial para a transformação da mobilidade urbana no país.





