O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância dessa transformação. Ele afirmou que a criação da nuvem soberana representa um grande avanço para o SUS, caracterizando o início de uma “casa própria” para os dados dos cidadãos brasileiros. Essa infraestrutura não só assegura a proteção das informações sob a tutela da legislação brasileira, que inclui a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), mas também promove um maior controle e segurança para os usuários.
A primeira fase dessa jornada focará no Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS) e na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), que até o momento já contém mais de 5 bilhões de registros. A RNDS tem um papel fundamental, permitindo que diferentes sistemas troquem informações de forma padronizada, facilitando a continuidade do atendimento em diversos pontos da rede de saúde.
O planejamento iniciado hoje envolve uma série de ações técnicas. As equipes estarão responsáveis por consolidar um modelo de trabalho, rever a arquitetura existente, mapear requisitos para a futura infraestrutura e definir o escopo das etapas a serem seguidas. Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital, ressalta que essa jornada vai além do aspecto tecnológico, englobando uma convergência arquitetural sob uma perspectiva institucional e estratégica.
Do ponto de vista prático, o cidadão poderá não notar a mudança superficialmente, porém, os benefícios serão significativos, como melhoria na continuidade, segurança e evolução dos serviços digitais de saúde. A nova infraestrutura, gerenciada pelo Serpro e DataSUS, possibilitará uma maior governança e proteção dos dados.
A estratégia não apenas visa a migração para essa nova plataforma, mas também garante que a proteção das informações de saúde se mantenha como prioridade. Os dados permanecerão sob rígidos controles de acesso e tratamento, conforme exige a legislação vigente.
No longo prazo, o CadSUS e a RNDS iniciarão essa transformação, que eventualmente abrangerá outros sistemas sob a responsabilidade do Datasus. O planejamento indica que cada ambiente será minuciosamente analisado para determinar as intervenções necessárias, que poderão incluir migração ou até descontinuação de sistemas menos eficientes. Essa jornada para a Nuvem Soberana promete uma consolidada transformação digital no SUS, ampliando sua atuação e eficácia no atendimento à população brasileira.




