A insulina glargina representa uma alternativa mais moderna no tratamento do diabetes, sendo classificada como insulina de ação prolongada. Um dos principais atrativos desse medicamento é a possibilidade de administração em apenas uma aplicação diária, em comparação com outros esquemas terapêuticos que podem demandar até três aplicações diárias. A distribuição da insulina será feita nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em todo o país, condicionada à avaliação clínica prévia e à prescrição médica.
Esse novo tratamento tem mostrado eficiência em oferecer um controle mais estável dos níveis glicêmicos, minimizando o risco de episódios de hipoglicemia, um dos principais desafios enfrentados por pacientes diabéticos. Além disso, a insulina glargina tem sido associada a uma melhor adesão ao tratamento, o que traz um impacto positivo na qualidade de vida dos pacientes.
Até o momento, foram enviados mais de 254 mil tubetes de insulina glargina para 16 estados do país, junto com 52.350 canetas reutilizáveis que facilitam a aplicação do medicamento. A expectativa é que todos os estados recebam esses insumos até o final de julho, possibilitando que mais pacientes tenham acesso à nova terapia.
Para acessar a insulina glargina, o paciente ou seu responsável deve se dirigir à UBS mais próxima, portando a receita médica devidamente emitida. Na unidade de saúde, uma equipe multiprofissional irá realizar a avaliação clínica necessária e fornecer orientações sobre o manuseio adequado do medicamento, incluindo a forma correta de aplicação e armazenamento. Junto ao tratamento, o paciente receberá uma caneta reutilizável com duração de três anos, além das agulhas necessárias.
Essa transição está sendo implementada de modo cuidadoso, no âmbito da Atenção Primária à Saúde, garantindo, assim, a segurança assistencial para todos os envolvidos.





