A vacina contra o sarampo está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e faz parte do Calendário Nacional de Vacinação, que tipicamente abrange indivíduos de 12 meses a 59 anos. Entretanto, diante da atual situação epidemiológica, o Ministério também recomenda a aplicação da chamada “dose zero” para crianças com idades entre 6 e 11 meses. Essa estratégia busca aumentar a proteção de um grupo que é considerado mais vulnerável à infecção e às complicações graves decorrentes da doença.
Até o momento, o Brasil registrou um total de 14 casos de sarampo em 2026, com um surto ativo composto por 11 casos, sendo dois em São Bernardo do Campo e nove na capital paulista. Três casos, que surgiram no início do ano, já foram considerados encerrados, sem riscos de transmissão. As investigações epidemiológicas continuam em andamento, e os casos ativos permanecem classificados como de fonte de infecção desconhecida. Os surtos estão ocorrendo em áreas com alta mobilidade populacional, intensificada pelo fluxo internacional de viajantes, o que eleva as chances de introdução do vírus no território nacional.
Em relação à cobertura vacinal, dados de 2025 mostram que o Brasil alcançou 92,9% para a primeira dose da vacina tríplice viral e 78,3% para a segunda dose. Nos municípios sob a nova recomendação, Guarulhos registrou 91,59% (D1) e 83,90% (D2), São Bernardo do Campo obteve 90,84% (D1) e 83,62% (D2), enquanto São Paulo informou coberturas de 90,79% (D1) e 83,63% (D2).
O Ministério da Saúde reforça a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada, como uma medida crucial para prevenir o sarampo e evitar a reintrodução da doença no Brasil. Essa mobilização visa proteger não apenas a saúde individual, mas a coletividade, diante do risco contínuo que o sarampo representa.
