Os dados coletados durante este estudo são cruciais para identificar áreas mais suscetíveis a ressacas e, consequentemente, a erosão costeira. Além disso, essa análise permitirá determinar os períodos do ano em que as praias enfrentam maior perda de areia. Uma vez mapeadas essas vulnerabilidades, o estudo poderá servir como base para a formulação de estratégias nas áreas de gestão territorial e proteção da orla marítima, contribuindo para a preservação do meio ambiente e para o bem-estar da população local.
A metodologia empregada inclui o uso de drones, coleta de amostras de solo e análises laboratoriais, permitindo um monitoramento contínuo ao longo de dois anos. Com essa abordagem, a equipe de pesquisadores pode comparar a dinâmica das praias em diferentes estações do ano. A fase inicial do projeto foi realizada em novembro de 2024.
É importante ressaltar que Maricá tem experimentado um crescimento demográfico e urbano acelerado nas últimas décadas. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2025 apontam que a população estimada do município é de aproximadamente 212 mil habitantes, um aumento significativo em comparação aos 197 mil populares registrados no censo de 2022.
As regiões costeiras, por sua natureza, são ambientes delicados, vulneráveis a uma série de fatores naturais e humanos. A interação entre marés, ventos e ondas, combinada com o aumento do nível do mar e os impactos decorrentes da urbanização e poluição, acentua essa fragilidade. No Brasil, cerca de 50 milhões de pessoas habitam áreas costeiras, representando aproximadamente 25% da população total do país. Esse contexto torna ainda mais urgente a realização de estudos e ações que visem à proteção e à sustentabilidade das localidades litorâneas.




