A presença do superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, durante a agenda presidencial foi destacada como um símbolo do comprometimento da autarquia com o avanço das obras. A visita também celebrou a entrega dos lotes 4 e 5 da ferrovia, que conecta os municípios de Acopiara, Piquet Carneiro e Quixeramobim, além do lançamento das obras do lote 6, que se estenderá até Quixadá. Essas etapas representam um progresso significativo na construção de uma infraestrutura que promete transformar a dinâmica logística regional e impulsionar o crescimento econômico do Nordeste.
Desde sua criação, a Sudene tem desempenhado um papel imprescindível na garantia da continuidade e do ritmo das operações da Transnordestina. A previsão é que até 2027 sejam destinados R$ 7,4 bilhões para o projeto pelo FDNE, dos quais R$ 6,4 bilhões já foram liberados, incluindo o valor anunciado. Complementarmente, já foram alocados R$ 800 milhões do antigo Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor). Além do financiamento, a Sudene é também acionista da Transnordestina Logística S.A., integrando a governança do projeto.
Com um orçamento total estimado em R$ 15 bilhões, a projetação da Ferrovia Transnordestina vislumbra sua conclusão em 2029, contando, atualmente, com 82% de execução na primeira fase das obras. Aproximadamente cinco mil trabalhadores estão envolvidos diretamente ou indiretamente na construção, que abrange várias frentes de serviço em diversos municípios do Ceará.
A Sudene, criada em 1959 sob a presidência de Juscelino Kubitschek, historicamente se relaciona com o desenvolvimento da região Nordeste, especialmente no contexto das secas que assolaram a área. A história da entidade é marcada pela busca de alternativas para melhorar a qualidade de vida dos nordestinos, e seu papel na Ferrovia Transnordestina evidencia essa continuidade de compromisso.
Francisco Alexandre ressalta que cada etapa finalizada na Transnordestina representa um passo significativo para a estratégia de desenvolvimento regional impulsionada pelo Governo Federal. A ferrovia deverá estabelecer novas possibilidades no cenário econômico da região, reduzindo custos logísticos e potencializando a competitividade das produções nordestinas.
Esse projeto é considerado um dos mais relevantes da América do Sul em termos de infraestrutura logística. Ao ser concluída, a Ferrovia Transnordestina facilitará a ligação entre importantes polos produtivos no Nordeste, incluindo Matopiba, e o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, ampliando, assim, a capacidade de escoamento da produção mineral, agropecuária e industrial.
