A implementação do programa envolve um investimento direto do governo federal, que trabalhará em parceria com hospitais privados e planos de saúde. A estratégia principal consiste em permitir que as instituições que possuem dívidas com a União possam oferecer serviços de saúde à população em troca do perdão de parte dessas dívidas. Durante o anúncio, Padilha destacou que, até o momento, 130 hospitais já manifestaram interesse em participar da iniciativa.
O ministro também enfatizou a necessidade de um olhar diferenciado para cada região do país. “No Marajó, por exemplo, onde não existem hospitais privados, o investimento será direto, em colaboração com os municípios”, afirmou. A situação dos pacientes que viajam longas distâncias, muitas vezes de barco, para acessar tratamentos em capitais foi uma preocupação apontada por Padilha, que apontou a importância da adaptação das soluções às especificidades locais.
Além da adesão de hospitais, o programa também inclui a participação de operadoras de planos de saúde, algumas delas em situação similar de endividamento. “A nossa meta é realizar 750 milhões de trocas de cirurgias por exames ao longo do ano”, anunciou. A operadora Hapvida, por exemplo, já se comprometeu a iniciar atendimentos em Recife, enquanto outras unidades, como da rede Unimed, estão avaliando sua participação.
O acesso aos serviços seguirá regulado pelas secretarias municipais e estaduais, garantindo que os pacientes continuem a ser chamados a partir de suas posições nas filas do SUS. A partir de setembro, o ministério ainda irá disponibilizar carretas especializadas para realizar exames em áreas desprovidas de hospitais, abrangendo serviços como mamografias e tomografias.
Em meio a este cenário, Padilha se mantém resiliente em sua atuação como ministro, mesmo diante de desafios pessoais e críticas externas ao programa que implementou anteriormente, o ‘Mais Médicos’. Ele se declarou minimamente preocupado com as repercussões, afirmando que continuará focado nas melhorias do sistema de saúde brasileiro.
A proposta “Agora é que Tem Especialistas” promete ser um passo significativo na busca por um SUS mais eficiente e acessível, especialmente em locais onde a assistência médica é mais escassa. O foco está em dar uma resposta ágil às necessidades dos brasileiros, reafirmando o compromisso do governo com a saúde pública.