A UTI Inteligente é a primeira de sete instituições escolhidas para a fase inicial do projeto, que abrangerá hospitais de referência em diversos estados, incluindo Amazonas, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco e Porto Alegre. No total, 60 leitos de terapia intensiva serão interconectados, com a expectativa de que cada hospital parceiro disponha de dez leitos equipados com tecnologia avançada.
De acordo com Padilha, o investimento inicial neste projeto ultrapassa R$ 180 milhões, destinados a tecnologias inovadoras, como ambulâncias equipadas com 5G que transmitem os sinais vitais dos pacientes em tempo real, facilitando o atendimento pré-hospitalar. Essa iniciativa visa agilizar intervenções críticas, aumentando as chances de recuperação e reduzindo o tempo de permanência nas UTIs.
O Ministério da Saúde tem planos ambiciosos de expandir a rede, prevendo a criação de 280 leitos inteligentes em 14 UTIs distribuídas em 13 estados brasileiros. Além disso, a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS recebeu um aporte de R$ 4,8 bilhões para a construção de um hospital inteligente e o desenvolvimento de um centro de pesquisa na área de saúde.
Uma parte significativa desse investimento está sendo financiada pelo Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), com R$ 1,7 bilhão destinados à construção do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI). Este instituto será integrado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, formando o primeiro hospital público inteligente do SUS voltado para atendimentos de urgência e emergência, com operações previstas para iniciar em 2027.
Com capacidade para atender até 20 mil pacientes por ano, o novo hospital contará com 800 leitos e especialistas em diversas áreas médicas, incluindo neurologia, neurocirurgia e cardiologia. Essas inovações prometem não somente elevar a qualidade do atendimento, mas também otimizar a gestão de recursos da saúde pública no Brasil.
