Um dos métodos destacados é o diagnóstico sorológico, que se utiliza da técnica conhecida como Reação de Imunofluorescência Indireta (RIF). Essa abordagem é direcionada à detecção de anticorpos da classe IgG em soros humanos ou caninos. A eficácia deste método reside na sua capacidade de auxiliar na confirmação da infecção pelo parasita Leishmania, responsável por diversas formas de leishmaniose, incluindo a cutânea e a visceral.
No que diz respeito ao diagnóstico parasitológico, o Instituto realiza o isolamento do parasita através de culturas, utilizando fragmentos de pele ou mucosa coletados por biópsia e, em casos de leishmaniose tegumentar, procedendo à escarificação das bordas das lesões. Em situações que envolvem a leishmaniose visceral, amostras líquidas são adquiridas por punção aspirativa da medula óssea. Essas amostras são inoculadas em meios de cultivo, como o ágar sangue modificado Neal, Novy e Nicolle (NNN), que favorece o crescimento do parasito.
A partir do quinto dia de incubação, já é possível observar, através de microscopia, as formas promastigotas de Leishmania. Contudo, caso não haja crescimento, as culturas permanecem sob observação por um período adicional de até 21 dias, garantindo uma avaliação completa antes da emissão de um resultado negativo.
Esses procedimentos laboratoriais são cruciais não apenas para a confirmação da presença do agente causador das doenças, mas também para colaborar com o diagnóstico clínico das diversas formas de leishmaniose. A atuação do Instituto Evandro Chagas nessa área é essencial para o controle e manejo dessas infecções, contribuindo para a saúde pública e a compreensão das dinâmicas epidemiológicas relacionadas.
