A origem da Lei remonta ao projeto de lei apresentado pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e recebeu o apoio necessário para sua aprovação no Senado em 2017, sob a relatoria do ex-senador Pedro Simon. Este último destacou a importância da cadeia produtiva do vinho, que não apenas movimenta a economia local, mas também sustenta muitas famílias que dependem da agroindústria.
A vitivinicultura brasileira, embora ainda em desenvolvimento comparado aos grandes produtores mundiais, se espalha por diversas regiões do país. O Rio Grande do Sul é, sem dúvida, o epicentro da produção de vinhos e espumantes, mas estados como Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco também vêm se destacando nesse setor. A diversidade climática e as diferentes técnicas de cultivo têm possibilitado essa expansão, tornando o Brasil um cenário promissor no mundo do vinho.
No ano de 2022, o Brasil quebrou recordes nas exportações de vinhos e espumantes, atingindo a marca de US$ 13,6 milhões, o que equivale a cerca de R$ 70 milhões. Essa conquista foi impulsionada pelo projeto “Wines of Brazil”, apoiado pela ApexBrasil. Assim, a produção nacional ganha destaque não apenas localmente, mas também internacionalmente, com a conquista de 776 prêmios em competições de renome em 11 países, segundo a Associação Brasileira de Enologia.
Vale lembrar que no Rio Grande do Sul, já existe a tradição de comemorar o Dia Estadual do Vinho desde 2003, também no primeiro domingo de junho. A justificativa por trás da nova lei, segundo Paulo Pimenta, sublinha que os vinhos brasileiros, embora ainda jovens em história, atingiram um nível de qualidade reconhecível e digno de celebração. Assim, a criação do Dia Nacional do Vinho não apenas irá honrar essa produção em ascensão, mas também promover um diálogo entre os apreciadores e os produtores em todo o território brasileiro.





