O chanceler Mauro Vieira destacou a convergência de 24 nações participantes, que foi fundamental para o fortalecimento institucional da Zopacas. Com isso, foi proposta a criação de uma unidade específica no Itamaraty, cuja missão será coordenar a implementação da nova estratégia de cooperação entre os países da região. Essa estrutura será responsável por articular a comunicação entre os pontos focais das nações, supervisionar programas e assegurar que as ações previstas sejam executadas em áreas temáticas que abrangem segurança marítima, defesa, pesquisa oceanográfica, segurança alimentar, proteção ambiental, entre outras.
Vieira enfatizou que diversos programas já estão em estágio avançado e abertos à participação activa dos Estados membros, de acordo com suas capacidades e interesses. A necessidade de uma mobilização proativa dos países foi ressaltada, visando a proposição de projetos concretos que fortaleçam a colaboração regional.
Por sua vez, o ministro da Defesa, José Mucio, abordou a instabilidade global refletida em conflitos e na erosão das instituições multilaterais. Ele manifestou que este contexto eleva a importância de fóruns como a Zopacas, que promovem o diálogo e a colaboração entre países com interesses estratégicos em comum.
Mucio também sublinhou o significado geopolítico do Atlântico Sul, que não só possui rotas marítimas essenciais, mas enfrenta adversidades como a pirataria, o tráfico de drogas e a pesca ilegal. Ele defendeu um fortalecimento da Zopacas como um mecanismo de governança que assegure maior autonomia e evite influências externas sobre a região.
Ao concluir a reunião, ambos os ministros concordaram que o fortalecimento das relações entre América do Sul e África é crucial para consagrar o Atlântico Sul como uma zona de paz, segurança e sustentabilidade. A implementação da nova estratégia e o contínuo engajamento dos países-membros foram considerados os próximos passos vitais para converter o potencial da região em resultados concretos.
